Inicio » Blog » A gestão do CEP como fundamento do Seis Sigma

Antes de adentrarmos no assunto, teremos de esclarecer algumas questões. Em primeiro lugar, qual a matéria que é afetada pela norma ISO/TS (também chamada ISSO 16949). A ISO/TS é uma especificação técnica, criada para controlar o processo de elaboração de peças, de outros elementos e de produtos da indústria automotora.

 A gestão do CEP como fundamento do Seis SigmaDo mesmo modo que em qualquer um dos sistemas de gestão, independentemente da norma que os controle, o objetivo é atingirmos, através de uma melhoria contínua, ou chegarmos ao estado do Seis Sigma. Mas o que é o Seis Sigma? É um método de controlo dos processos que, reduzindo a sua variabilidade, consegue aproximar-se do estado de Seis Sigma, onde unicamente se produzem 3,4 erros ou falhas por milhão, sendo pois um objetivo muito difícil de ser atingido, mas não de todo impossível.

Falarmos de variabilidade é fazermos referência a um termo estatístico e, portanto, isso está intimamente relacionado com o CEP (Controle Estatístico do Processo) que vai ser fundamental para atingir a desejada situação do Seis Sigma, especialmente numa indústria como é a indústria automotora, onde a segurança e evitar erros é antes de mais primordial.

O CEP é, sem dúvida, uma das etapas mais importantes na gestão dum sistema regulado pela ISO/TS. A toma de dados é uma fase crítica, mas também são extremamente importante os sistemas de medição, pois o erro mais insignificante ou inapreciável pode alterar o processo na sua totalidade e poderá refletir-se sobre os resultados da empresa e produzir uma percentagem maior de falhas dentro do processo, acarretando perdas económicas. Uma das grandes novidades do controlo estatístico segundo a ISO/TS é que este vai estar focalizado no processo produtivo, um aspeto bastante inovador, tendo em conta que anteriormente todas as análises eram realizadas ao produto, isto é, às peças produzidas. Assim, pelo facto de atuarmos no processo, vamos atuar também diretamente na raiz de um hipotético problema, uma vez que o resultado dos processos produtivos são exatamente as peças.

Geralmente, ao modificarmos aspetos que se encontram dentro do processo, como podem ser os fornecedores, os produtores, osA gestão do CEP como fundamento do Seis Sigma colaboradores, os equipamentos, os materiais, os métodos de trabalho, etc., para sabermos o que é que temos que controlar, vamos ter que conhecer previamente qual a distância a que nos situamos do “correto”; para isso teremos de estabelecer valores de referência e assim podermos analisar se estamos perto ou longe das margens. Além disso, atuar sobre o processo evitará que peças com defeitos acabem sendo comercializadas, com as consequências que isso pode acarretar para a empresa. Para nos aproximarmos cada vez mais dos nossos valores de referência e do Seis Sigma, deveremos fazer mudanças, onde forem necessárias; e deveremos ainda formar o pessoal, trocarmos de colaboradores ou equipes, melhorarmos os canais de comunicação na empresa.

Também se pode atuar sobre o produto, ainda que seja menos efetivo, pois apresenta o grande inconveniente de ser praticamente impossível saber o que é que ocasionou o problema, facto que abrandará a marcha do processo. Atuar sobre o produto em lugar de fazê-lo sobre o processo, deveria ser considerado uma alternativa a utilizar exclusivamente de maneira pontual e apenas quando o processo for demasiado complexo ou instável e for impossível exercer ações sobre ele.

É muito positivo para a empresa fazer a monitorização das ações que são efetuadas, comprovar a sua eficácia e solicitar um relatório pormenorizado das mesmas no caso de se considerar necessário.

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